A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) divulgou um relatório indicando que o fenômeno El Niño se intensifica rapidamente. A agência prevê mais de noventa por cento de probabilidade de um episódio muito forte entre o outono e o inverno de dois mil e vinte e sete no Hemisfério Norte.
As estimativas da NOAA mostram que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial Oriental ultrapassou dois graus Celsius acima da média. Em julho, o índice Niño-3.4 registrou um aumento de 1,4°C. Para o período de outubro a dezembro, há sessenta e nove por cento de chance de o El Niño atingir intensidade histórica, superando eventos registrados desde mil novecentos e cinquenta.
O aquecimento não se restringe à superfície. Abaixo do oceano, as temperaturas atingiram até dez graus Celsius acima da média em certas profundidades, indicando grande quantidade de calor armazenado. Esse calor subterrâneo pode alimentar o aquecimento da superfície nos próximos meses, reforçando a evolução do sistema.
O El Niño, parte do sistema El Niño-Oscilação Sul (ENSO), causa alterações na circulação atmosférica e na distribuição de calor global. No Brasil, os impactos variam por região; o Sul pode registrar mais chuvas, enquanto partes do Norte e Nordeste podem ter redução de precipitação.
A agência americana ressalta que a intensidade excepcional aumenta a probabilidade de impactos típicos, mas não garante que todos ocorrerão. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO está marcada para dez de setembro de dois mil e vinte e seis.


