O episódio de El Niño que se forma no Oceano Pacífico pode impactar a produção de alimentos e os preços ao consumidor globalmente. Secas, inundações e ondas de calor ameaçam plantações, elevando custos de alimentação e forçando investimentos em reconstrução.
Anos de El Niño historicamente mostram redução na oferta de certos alimentos. Isso acontece porque os eventos climáticos extremos prejudicam plantações, resultando em perdas de produção e pressão sobre os preços no mercado. O impacto econômico ultrapassa o setor agrícola, atingindo a infraestrutura.
Danos a estradas e edificações exigem que governos e empresas aloquem recursos para reparos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, chuvas de 2024 causaram mais de cem deslizamentos em um trecho de vinte quilômetros de estrada, com custos de reconstrução estimados em R$ 700 milhões.
O aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica, causando mudanças no regime de chuvas e temperaturas em diversas regiões. Previsões apontam mais de noventa por cento de chance de um El Niño muito forte, com pico esperado para dezembro e possível permanência forte no primeiro semestre de 2027.
A combinação entre menor oferta de produtos e aumento dos gastos com recuperação de estruturas gera pressão inflacionária. O fenômeno afeta a produção, eleva os custos de recuperação e, consequentemente, pode afetar o crescimento econômico global.


