O serviço meteorológico nacional do Reino Unido alertou que o El Niño que se desenvolve no Oceano Pacífico pode ser o mais intenso de sua história recente. O fenômeno climático natural eleva as temperaturas globais e intensifica os riscos de eventos climáticos extremos em escala mundial.
O Met Office afirmou que é provável que o ano de 2027 registre a temperatura mais alta já documentada. O professor Adam Scaife, chefe de previsão de longo prazo do Met Office, declarou que nunca viu sinais de um El Niño tão forte em suas previsões, classificando o evento como sem precedentes.
No Brasil, o El Niño deve continuar influenciando o clima até o início de 2027, segundo meteorologistas. As previsões para agosto de 2026 indicavam temperaturas acima da média histórica em grande parte do país. Enquanto o Sul tinha previsão de chuvas acima da média, o Norte e o Nordeste tendem a receber menos chuva, o que favorece o avanço das queimadas.
Cientistas apontam que o fenômeno, que ocorre a cada dois a sete anos, pode causar secas na Austrália e na Amazônia, além de ameaçar com inundações no Peru, Equador e sul dos Estados Unidos. O aumento da temperatura média global é um efeito direto da liberação de calor do oceano para a atmosfera.
As medições atuais indicam que as temperaturas estão mais de 2°C acima da média em áreas-chave do Pacífico. Climatologistas projetam que essas anomalias possam ultrapassar 3°C ainda neste ano, um nível inédito desde 1950. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura alertou que o El Niño pode ameaçar dezenas de milhões de pessoas em países vulneráveis com insegurança alimentar.

