O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que quatrocentos e sete candidatos declararam ser LGBTQIA+ no registro das eleições de 2026. Este número corresponde a dois por cento do total de candidaturas. O pleito é o primeiro a exigir essa informação no cadastro, segundo o órgão eleitoral.
Os dados foram atualizados na noite de sábado, dia quinze de agosto de dois mil e vinte e seis. O levantamento também mostrou que dez mil oitocentos e setenta e um candidatos se declararam heterossexuais, totalizando cinquenta e três vírgula dois por cento. Outros nove mil cento e sessenta optaram por não divulgar a informação sobre sua orientação.
A distribuição dos candidatos LGBTQIA+ detalha bissexuais, com cento e cinquenta registros, o que representa zero vírgula sete três por cento. Gays somam cento e trinta e quatro, ou zero vírgula seis seis por cento. Lésbicas foram oitenta e seis, e pansexuais, vinte e seis. Os dados são preliminares, pois o TSE ainda compila as últimas atualizações dos sistemas da Justiça Eleitoral.
As siglas de esquerda concentram maior proporção de candidatos que se declararam LGBTQIA+. Os três partidos com maior percentual são UP, com catorze vírgula nove por cento, Psol, com doze vírgula sete por cento, e PC do B, com oito vírgula dois por cento. Os prazos para registro de candidaturas terminaram no dia quinze de agosto, mas a aprovação final dos nomes depende da verificação de elegibilidade pelo TSE e pelos Tribunais Regionais Eleitorais.


