A campanha eleitoral de 2026 inicia neste domingo, sob preocupação com o ambiente digital. A analista de política da XP, Bárbara Baião, avalia que a circulação de desinformação nas redes pode ser maior que em 2022, especialmente porque a eleição tende a ser apertada.
Baião, que participou do Mapa de Risco do InfoMoney, observou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parece mais permissivo em relação ao ambiente digital. Ela comparou o cenário atual com 2022, período em que houve relatos de grande atuação do TSE para remover conteúdo.
A especialista informou que o Brasil não avançou em legislação para regular esse espaço. Em conversas com empresas de tecnologia, a interpretação atual sugere maior espaço para a circulação de conteúdos durante a disputa. Baião acrescentou que, historicamente, a nova direita tem maior desempenho nas redes sociais.
O risco se acentua porque a eleição pode ser decidida por margens pequenas. Uma narrativa sem base factual pode causar impacto antes que a campanha adversária consiga responder. A analista mencionou preocupações em Brasília sobre possível influência externa, incluindo interferência norte-americana, nos algoritmos.

