As eleições de 2026 registram um recorde de cento e noventa e um candidatos indígenas. O levantamento, feito pela Campanha Indígena, iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), usou dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e identificou o crescimento da participação indígena no pleito.
O número de candidatos indígena representa um aumento de 125% em comparação com as oitenta e cinco candidaturas registradas em 2014, primeiro ano em que o TSE divulgou dados de cor dos concorrentes. Os dados, atualizados em 17 de agosto, podem mudar conforme o TSE atualizar a base de candidaturas.
As assembleias legislativas concentram a maior parte dos nomes neste ano, com noventa e nove candidaturas. Na Câmara dos Deputados, a disputa alcança marca histórica com setenta e cinco candidaturas indígenas, triplicando o número registrado em 2014, quando havia vinte e cinco nomes.
Quarenta e quatro por cento das candidaturas são de mulheres. Elas somam oitenta e quatro nomes, ou quarenta e três vírgula oito por cento do total. Os registros do TSE mostram a presença de sessenta e quatro povos indígenas nas eleições, sendo que o povo Macuxi reúne treze candidaturas.


