A eleita Keiko Fujimori busca um equilíbrio estratégico entre os interesses dos Estados Unidos e da China no Peru. A líder, que venceu a eleição presidencial no mês passado, deve gerir o legado de seu pai, Alberto Fujimori, que aproximou o país da China há 35 anos, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, tenta reafirmar a influência americana na região.
A política externa peruana, historicamente pragmática, será testada pela necessidade de conciliar o forte investimento chinês com a pressão de Washington. A China é o maior parceiro comercial do Peru, investindo em setores como mineração e infraestrutura. O Porto de Chancay, projeto de US$ 1,3 bilhão, exemplifica essa disputa, sendo visto pelos EUA como um risco de segurança.
Keiko Fujimori declarou que o país não deve ter um “alinhamento automático com qualquer potência”, defendendo uma posição equilibrada. Segundo Luis Miguel Castilla, ex-embaixador do Peru em Washington, essa postura reflete uma política externa antiga do país. A assessoria de imprensa da presidente eleita não comentou sobre o assunto.
O embaixador americano Bernie Navarro afirmou recentemente que os EUA estão em desvantagem no Peru, mas prometeu recuperar terreno até o fim do mandato. Apesar disso, a presidente eleita parece disposta a manter os laços comerciais fortes com Pequim, alinhando a visão do Peru como uma economia voltada ao Pacífico.


