As principais empresas do setor elétrico brasileiro apresentaram resultados variados no segundo trimestre de 2026. Enquanto Axia Energia, Copel e Engie Brasil registraram crescimento operacional, beneficiadas por condições de mercado, a Auren continuou sob pressão de custos de energia e alavancagem elevada.
A Axia Energia apresentou o maior crescimento operacional do grupo, com Ebitda ajustado de R$ 6,4 bilhões no trimestre, um avanço de 12% em comparação anual. Segundo o UBS BB, a companhia se beneficiou de um GSF mais favorável e preços mais altos no mercado livre. A empresa reforça sua estratégia de manter maior exposição às oscilações de preços de energia.
A Copel também demonstrou consistência, alcançando Ebitda consolidado de R$ 1,61 bilhão, um crescimento de 21% em relação ao ano anterior. O segmento distribuidor avançou 33% na mesma base, sustentado pelo aumento de 7,2% no volume faturado. Já a Engie Brasil registrou Ebitda de R$ 2,05 bilhões, crescendo 23% anualmente, impulsionado pela expansão da geração e por condições hidrológicas favoráveis.
Em contraste, a Auren enfrentou um trimestre desafiador. Embora o Ebitda ajustado tenha ficado em R$ 749 milhões, o indicador recuou 15% em relação ao segundo trimestre de 2025, e a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 379 milhões. Analistas apontam que o aumento de 33% nos custos de compra de energia foi o principal fator de pressão.


