Elon Musk afirmou que sistemas de inteligência artificial poderão superar a soma de toda a inteligência humana em cinco anos. Em entrevista à revista The Economist, realizada em uma fábrica da Tesla no Texas, o empresário previu que a automação levará a uma abundância de bens que tornará o dinheiro irrelevante em dez anos.
O bilionário defende que a substituição de empregos digitais e físicos por robôs tornará o trabalho humano opcional. Para viabilizar esse cenário, a SpaceXAI desenvolve sistemas de tarefas cognitivas, como programação de software, enquanto a Tesla produz robôs humanoides. Musk planeja alimentar a infraestrutura de IA com data centers instalados no espaço.
Diante da possível ausência de empregos, o empresário sugere a implementação de uma renda alta universal por meio de redistribuição de riqueza. Ele argumenta que governos deverão emitir cheques para a população, pois a deflação seria um problema maior que a inflação em um mercado com oferta infinita de serviços e produtos produzidos por máquinas.
Sobre a segurança da tecnologia, Musk propõe a criação de um órgão de autorregulação que envolva os Estados Unidos e a China. Ele sugere que laboratórios de IA de ambos os países inspecionem os modelos mais recentes uns dos outros por até duas semanas antes de cada lançamento, para que concorrentes mantenham a indústria honesta e alertem governos sobre riscos.
O dono da SpaceX demonstrou disposição em encerrar disputas judiciais com Sam Altman, chefe da OpenAI, alegando que diferenças pessoais devem ser deixadas de lado pelo bem do mundo. Musk também afirmou que empresas chinesas têm boas chances de liderar o setor de IA, citando a superioridade da China na produção de robôs em massa e no fornecimento de eletricidade.

