Os Emirados Árabes Unidos suspenderam todo comércio e transações financeiras com o Irã após acusar Teerã de disparar mísseis balísticos contra tráfego marítimo. A medida interrompe um dos principais elos comerciais da República Islâmica e aprofunda o isolamento do país no impasse com os Estados Unidos.
Em 2024, os Emirados Árabes Unidos forneciam trinta e um por cento das importações iranianas, um valor estimado em cerca de 21 bilhões de dólares, segundo dados da Organização Mundial do Comércio. O país também era destino de treze por cento das exportações iranianas.
A suspensão comercial entra em um momento de deterioração diplomática entre EUA e Irã, motivada por disputas no Estreito de Ormuz. Um prazo de sessenta dias expirou sem acordo, e o presidente Donald Trump afirmou que não haveria mais negociações com Teerã.
Fontes apontam que os Emirados Árabes Unidos funcionavam como porta de entrada para o comércio global iraniano, com bens de terceiros sendo roteados pelo emirado. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos disse que as medidas permaneceriam vigentes “até novo aviso”, citando uma escalada regional que prejudica a paz e a segurança.
O Departamento do Tesouro dos EUA já havia sancionado casas de câmbio e fachadas de negociação sediadas em Dubai, alegando que elas auxiliavam redes iranianas a movimentar centenas de milhões de dólares. Washington e Abu Dhabi não confirmaram se o congelamento comercial dos Emirados foi coordenado com a campanha dos EUA.


