Uma empresária investigada pela Polícia Federal (PF) por suposta intermediação de negócios no Ministério da Saúde criticou, em 2023, o tráfico de influência. A profissional, que prestou serviços por meio de sua empresa, é apurada sobre possíveis irregularidades em pagamentos e negociações governamentais.
Roberta Luchsinger, empresária, foi alvo de apuração da PF por suposta atuação em negócios junto ao Ministério da Saúde em favor de um filho de um político. Em entrevista concedida em 2023, ela criticou a ocorrência de tráfico de influência em contratos próximos ao então presidente da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, Luchsinger afirmou que a polícia deveria investigar a realização dos contratos para verificar irregularidades. A empresária classificou a atuação descrita como similar ao lobby, atividade que ela disse ser proibida no Brasil. Ela comentou que é estranho a capacidade de gerar negócios milionários em curto prazo em certas esferas políticas.
A investigação apura se Luchsinger participou da intermediação de pagamentos relacionados a fraudes contra a Previdência Social. Ela prestou serviços para um indivíduo apontado pelos investigadores como envolvido em esquema e preso em setembro de 2025. A defesa da empresária nega irregularidades e alega que adversários usam a relação pessoal para fins políticos.
A atividade de lobby, por si só, não é crime no país. A PF busca entender se houve ultrapassagem de limites legais e se os pagamentos feitos pela empresa de Luchsinger tinham relação com negociações no governo federal.

