A empresária Roberta Luchsinger mantém um estilo de vida luxuoso com viagens internacionais e alta gastronomia expostos em redes sociais, mas alega falta de recursos em processos judiciais em São Paulo e Minas Gerais. Luchsinger também é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília.
A apuração indica que a empresária utiliza um padrão de conduta repetitivo em cobranças judiciais, com a indicação de endereços incorretos e contas bancárias zeradas. Em ao menos dois processos, a defesa afirmou que ela não possui dinheiro para arcar com as despesas processuais. Oficiais de justiça relatam dificuldades para notificá-la nos endereços informados.
Entre as pendências financeiras, Luchsinger deve R$ 36 mil a um tapeceiro por serviços de 2011. Para suspender a cobrança, ela ofereceu 14 gravuras que alegou serem originais de Cândido Portinari, avaliadas em R$ 70 mil, mas laudo do Projeto Portinari comprovou que eram apenas reproduções impressas sem valor de original.
Na área audiovisual, a empresária atuou como produtora de um documentário sobre o designer Horacio Pagani, com custo de US$ 4 milhões (cerca de R$ 20,7 milhões). Luchsinger tomou um empréstimo de 300 mil dólares, e a falta de pagamento levou a Justiça a tomar a fazenda de um fiador, avaliada em R$ 8 milhões. A empresária declarou que foi vítima do investidor e que o fiador conhecia os riscos.
Outras dívidas incluem R$ 91 mil de mensalidades escolares da filha referentes a 2017, R$ 21 mil por roupas de luxo e R$ 37,8 mil de uma agência de marketing por serviços de pré-campanha eleitoral em 2022. Em São Paulo, ela enfrentou ação de despejo em 2020 por dívidas de aluguel, condomínio e IPTU que somavam R$ 500 mil, valor quitado apenas em maio de 2024.
Luchsinger, que é amiga de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é investigada pela PF por interações com operadores financeiros e agentes públicos. Em nota, a empresária informou os números de processos arquivados e afirmou que seus contatos comerciais no setor público não envolvem irregularidades.

