Um empresário processou o senador Flávio Bolsonaro por um vídeo gerado por inteligência artificial. A ação alega que o material difama e atribui ao filho do presidente da República suspeitas de desvio de valores do INSS.
O empresário solicitou à Justiça uma liminar para que as publicações feitas nos perfis do senador no X e no Instagram fossem removidas em até vinte e quatro horas. Ele também pede indenização de R$ 10 mil por danos morais, alegando abuso de direito na divulgação das imagens.
O vídeo, divulgado no início de julho, simula o senador pilotando uma aeronave em missão para localizar o filho do presidente. No material, ele chama o empresário de “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil” e afirma que o roubo dos idosos do INSS não pode ficar impune.
Na mesma data do protocolo da ação contra Bolsonaro, o empresário iniciou processo contra outro candidato a presidente, Romeu Zema. Na disputa com Zema, o juiz Marcelo Augusto Oliveira negou o pedido de remoção do vídeo, entendendo que o material poderia se enquadrar como sátira.
A ação contra o senador afirma que não há indícios de que o vídeo seja totalmente falso, mas que a afirmação de que o autor é suspeito de roubar milhões de idosos não tem base. O empresário argumenta que o filho do presidente não se equipara a agente público para fins de crítica política.


