A agenda ESG, que abrange aspectos ambientais, sociais e de governança, consolida-se nas estratégias de grandes corporações no Brasil. Carlos Santana, fundador da Tecnobank e da CS Invest, defende que essas práticas devem integrar a cultura organizacional para preparar as companhias ao futuro.
Santana argumenta que a preocupação com pessoas, sociedade e meio ambiente existia antes da popularização da sigla ESG, mas que o compromisso efetivo exige decisões diárias e mecanismos de controle externo para garantir transparência. O empresário alerta para o risco do “greenwashing”, prática que utiliza compromissos ambientais ou sociais apenas como ferramenta de imagem sem implementação real.
As iniciativas ambientais em empresas sob sua gestão incluem compensação de emissões de carbono e projetos de redução de consumo de água e energia. A Tecnobank, por exemplo, recebeu o selo Carbon Free. No aspecto social, as companhias apoiam projetos culturais e esportivos, reforçando que a sustentabilidade deve refletir a crença da organização, e não apenas a aparência.
A atenção às pessoas também se estende ao ambiente interno. A empresa de Santana é reconhecida pelo Great Place to Work (GPTW). Na Tecnobank, a presença feminina em cargos estratégicos é destacada, com diretoras no conselho e na área de tecnologia. Santana afirma que não há empresa sustentável sem pessoas respeitadas e valorizadas.
A governança é completada por processos auditáveis, como a adoção de referenciais internacionais ISO 37001, ISO 37301, ISO 27001 e ISO 27701. Segundo Santana, certificações e controles independentes diferenciam compromissos reais de discursos corporativos, construindo confiança a longo prazo.


