Fabricantes de máquinas agrícolas estrangeiras no Brasil preveem dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, anunciando investimentos na expansão de unidades e pontos de venda. O setor registrou queda de 17,9% nas vendas no primeiro quadrimestre, segundo a Abimaq.
Os dados da Abimaq mostram que o setor fechou o primeiro quadrimestre do ano com vendas de máquinas e implementos agrícolas em R$ 17,07 bilhões. Essa redução ocorre em meio a concorrência chinesa e desvalorização do dólar. Contudo, os planos das empresas se baseiam na projeção de crescimento da agricultura nacional e continental.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que a safra de grãos alcance 353 milhões de toneladas, um aumento de 6,9 milhões de toneladas em relação ao ano anterior. A Fendt, marca alemã, planeja aumentar o número de lojas no país de 33, em 2024, para 70 em quatro anos, segundo Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e da Valtra na América Latina.
A multinacional britânica JCB está em processo de estabelecer sua operação no Brasil até 2030, investindo R$ 500 milhões, sendo R$ 360 milhões destinados à modernização da fábrica em Sorocaba. Adriano Merigli, presidente da empresa na América Latina, informou que a produção anual, que hoje é de 5.000 máquinas, deve chegar a 11 mil até 2030.
A New Holland, de origem americana, investirá mais de R$ 100 milhões para nacionalizar a produção de plataformas de corte na fábrica de Curitiba. Eduardo Kerbauy, vice-presidente de marketing da CNH para a América Latina, declarou que a produção nacionalizada trará maior disponibilidade e redução de prazos aos produtores.


