Os novos empréstimos bancários na China registraram queda líquida de 340 bilhões de yuans em julho. O resultado ocorreu enquanto o Banco Central do país (PBoC) busca reduzir a relevância desse indicador, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira, 14.
O recuo ficou abaixo da expectativa de alta de 280 bilhões de yuans, apontada por pesquisa do The Wall Street Journal. Fatores sazonais explicam parte do resultado fraco, mas a baixa demanda por crédito doméstico também reflete a crise prolongada do setor imobiliário na China.
O PBoC informou que a economia passa por mudanças estruturais. O banco central sugeriu que analistas avaliem empréstimos e emissões de títulos juntos, e não apenas os empréstimos, como termômetro de financiamento.
Em documento publicado na quarta-feira, o PBoC afirmou que a transição para novas forças produtivas altera as necessidades de crédito. Setores emergentes demandam menos ativos do que áreas tradicionais, como infraestrutura e imóveis, o que diminui a necessidade de crédito bancário tradicional.
O financiamento social total, que inclui fontes fora do sistema bancário, atingiu 1,41 trilhão de yuans. O indicador M2, que mede a oferta de moeda, cresceu 7,7% na comparação anual, valor ligeiramente inferior aos 7,9% projetados por economistas.


