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Enchentes na fronteira entre Nepal e Tibete deixam 392 mortos

Carla Fernandes
Última atualização: 27 de agosto de 2026 20:15
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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Equipes de resgate buscam, nesta quinta-feira (27), 1.468 pessoas desaparecidas na fronteira entre o Nepal e a região autônoma do Tibete, na China. Enchentes repentinas e deslizamentos de terra provocados pelo colapso de uma geleira deixaram ao menos 392 mortos e destruíram vilarejos inteiros nas duas nações.

No Nepal, as autoridades recuperaram 389 corpos e registram 910 desaparecidos, dos quais 517 são turistas estrangeiros. Na China, a mídia estatal informou três mortes na passagem fronteiriça de Gyirong e 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou a violência do colapso da geleira como um evento sísmico de magnitude 5,2.

A destruição atingiu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, e o vale do rio Bhote Koshi, ao norte e leste de Katmandu. A localidade de Syabrubesi, ponto de partida da trilha de Langtang, também foi afetada. Entre os desaparecidos estão peregrinos hindus que seguiam para o monte Kailash, no Tibete.

O Conselho de Turismo do Nepal contabilizou a ausência de 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses. A Espanha informou que quatro de seus cidadãos desapareceram. O Ministério das Relações Exteriores da China indicou que cerca de 100 chineses estão desaparecidos em território nepalês.

Os primeiros-ministros Li Qiang, da China, e Balendra Shah, do Nepal, visitaram as áreas afetadas para coordenar as buscas. O governo chinês mobilizou quase 800 socorristas, cães farejadores e lanchas rápidas. A Polícia Armada Popular chinesa relatou que a instabilidade de um reservatório e a estreiteza das estradas dificultam o trabalho.

Cientistas associam o derretimento de geleiras globalmente às mudanças climáticas. A Cruz Vermelha solicitou US$ 31 milhões (R$ 164 milhões) em ajuda emergencial. Em Katmandu, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas (ICIMOD) alertou para o risco de uma segunda inundação devido ao bloqueio de escombros no curso superior do rio fronteiriço.

TAGGED:desastre naturalenchentegeleirasmudanças climáticasNepaltibete
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