Golpes baseados em engenharia social respondem por quarenta por cento dos indícios de fraudes financeiras no Brasil. Segundo pesquisa da Quod, no primeiro semestre de dois mil e vinte e seis, foram registrados mais de nove milhões de indícios de fraude, um aumento de 10,26% em relação ao segundo semestre de dois mil e vinte e cinco.
Os criminosos utilizam táticas como falsos call centers e supostas operações policiais para induzir vítimas a fornecer dados ou realizar transferências. O celular foi o principal canal de ataque, presente em 78% dos casos, e o Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências, detalha a Quod.
A estratégia de engenharia social explora a confiança e as emoções, criando situações de urgência ou falsa autoridade para forçar decisões rápidas. Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod, alerta que a inteligência artificial potencializou essas abordagens, permitindo clonagem de voz e produção de documentos falsificados.
A Resolução 501 do Banco Central ampliou o compartilhamento de informações de fraude entre instituições financeiras. Apesar dos avanços em IA e biometria comportamental, o crescimento dos golpes persiste, segundo a empresa de verificação inteligente Certta. Coelho adverte que a prevenção deve ocorrer antes do prejuízo.
Jovens entre dezoito e trinta e quatro anos representam 49,06% das vítimas. A prevenção, segundo o levantamento, depende da capacidade do consumidor de reconhecer manipulações, sendo que a regra geral é desconfiar de qualquer senso de urgência.

