O governo do Equador anunciou, nesta quarta-feira (26), a realização de operações conjuntas de combate às drogas com a Colômbia e os Estados Unidos. As ações ocorrerão ao longo da fronteira entre os dois países sul-americanos, área onde atuam diversos grupos armados irregulares.
O ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, informou que os governos de Quito e Bogotá enviarão unidades militares para a região. As forças realizarão operações de vigilância e agirão contra grupos armados, segundo declarações dadas à rádio Radio Sucesos.
Loffredo afirmou que os Estados Unidos integrarão as estratégias implementadas, incluindo a participação em operações na zona fronteiriça. O ministro disse que a iniciativa surge após um período de falta de cooperação por parte do governo colombiano.
A mudança na relação diplomática ocorre com a ascensão de Abelardo De la Espriella ao poder na Colômbia. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, acusou o antecessor de De la Espriella de não combater o crime organizado de forma eficaz na região.
Noboa é aliado do governo de Donald Trump nas Américas e conta com apoio militar americano na guerra contra as drogas. Ambos os países fazem parte do Escudo das Américas, coalizão antidrogas liderada por Trump que reúne cerca de 20 nações da América Latina e do Caribe.
O ministro da Defesa equatoriano declarou que a determinação dos governos de Noboa e De la Espriella, somada ao suporte dos Estados Unidos, representa uma oportunidade para enfrentar os grupos ilegais.


