O número de ocorrências ligadas a falhas na instalação elétrica interna de imóveis em Goiás mais que dobrou em um ano, aponta o Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás. Os registros saltaram de três mil quinhentos e doze em janeiro a julho de dois mil vinte e cinco para oito mil trezentos e sessenta e cinco no mesmo período de dois mil vinte e seis.
Esses registros não envolvem falhas na rede externa de distribuição, que é responsabilidade da concessionária. Os problemas citados referem-se à fiação e aos equipamentos elétricos dentro das residências, ou seja, são de responsabilidade do morador. No estado, esse volume representa mais de 2,2% do total de atendimentos da Equatorial no período.
Em Goiânia, o crescimento foi ainda maior. Os casos internos passaram de trezentos e trinta e três nos primeiros sete meses de dois mil vinte e cinco para dois mil e duzentos no mesmo período de dois mil vinte e seis. O executivo do COI, Derivan Filho, explica que o aumento ocorre pela sobrecarga dos imóveis, causada pela aquisição de mais eletrodomésticos sem revisão das instalações.
A Agência Nacional de Energia Elétrica determina que a manutenção da fiação, disjuntores e quadros de distribuição internos é do consumidor, a partir do ponto de conexão com a rede pública. Flávio Duarte, gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Goiás, orienta a manutenção preventiva para evitar riscos. Ele diz que defeitos se manifestam com desarme frequente de disjuntores, cheiro de queimado ou superaquecimento de aparelhos.


