A construção de uma escada de títulos do Tesouro dos EUA, estratégia de renda previsível e sem risco de crédito, exige um capital inicial superior ao que a maioria dos aposentados projeta. Para substituir uma renda de US$ 60.000, o montante necessário atinge aproximadamente US$ 1,395 milhão, segundo análises de mercado.
A atratividade da escada de títulos reside na ausência de risco de crédito e na geração de renda em cronograma fixo. Contudo, o valor necessário surpreende os planejadores financeiros. A estimativa de US$ 1,395 milhão surge ao aplicar uma taxa de rendimento conservadora de 4,3% para cobrir a renda desejada, um número que excede a intuição de muitos aposentados.
O rendimento menor dos títulos do Tesouro é um reflexo da segurança oferecida pelo governo federal, que é considerado o mutuário mais confiável. Diferentemente de ativos mais arriscados, o baixo rendimento é o preço da garantia. Além disso, modelos de escada complexos consideram a taxa interna de retorno ao longo do período total, e não apenas no primeiro ano.
Outro fator crítico é a inflação. Uma escada nominal fixa paga um valor em dólar constante, mas o poder de compra desse valor diminui com o tempo. Para proteger o valor real, são necessários Títulos Protegidos contra Inflação do Tesouro (TIPS), cujos rendimentos reais são menores, elevando ainda mais o capital inicial exigido.
Na prática, planejadores financeiros utilizam a escada de forma mais segmentada. Em vez de uma escada completa de 30 anos, emprega-se uma escada de curto prazo, de cinco a sete anos, para cobrir despesas imediatas. Essa abordagem protege o aposentado contra o risco de sequência de retornos, permitindo que o restante do portfólio de crescimento se recupere de eventuais quedas de mercado.


