Estudos indicam que a definição do candidato a vice em eleições brasileiras possui efeito próximo de zero nas intenções de voto. A escolha, contudo, é vista por analistas como uma decisão política estratégica para construir alianças e sinalizar ao mercado.
Segundo o analista de política da XP, Victor Scalet, a maioria das eleições no Brasil demonstra que o eleitor prioriza a escolha do presidente, sem alterar seu voto por causa do vice. Por isso, as campanhas utilizam o nome do vice para ampliar tempo de televisão, acomodar partidos e transmitir sinais aos aliados.
Renato Meirelles, fundador do Instituto Locomotiva, concorda com a baixa influência direta, mas aponta exceções. O vice pode ser um ativo importante para dialogar com públicos que o candidato principal tem dificuldade de alcançar. O especialista citou um exemplo de figura que poderia gerar impacto ao reunir atributos diferentes dos do candidato principal.
Os especialistas concluem que o vice reforça a narrativa da campanha e fortalece a coalizão política. No entanto, o fator decisivo para a eleição continua sendo a avaliação do eleitor sobre quem ocupará a Presidência.


