A Espanha participa como convidada de honra da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece entre 4 e 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi. A programação, sob curadoria da escritora Marta Sanz, reúne mais de 50 autores e um pavilhão de aproximadamente 500 m² com atividades de literatura, música, fotografia e arquitetura.
A abertura do pavilhão ocorre às 16h do dia 4 de setembro, com a presença do ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun. Sob o conceito “Confluências”, o cronograma prevê mais de 30 atividades, incluindo oficinas, exposições, tertúlias poéticas e concertos, buscando evidenciar os vínculos históricos e culturais entre os dois países.
A curadoria de Marta Sanz utiliza a imagem dos mosaicos de Roberto Burle Marx como metáfora para o encontro de culturas. A escritora propõe um diálogo entre a literatura espanhola contemporânea e autores brasileiros como Clarice Lispector, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Rubem Fonseca, Oswald de Andrade e Jorge Amado.
A delegação inclui escritores de diferentes regiões e línguas da Espanha, como castelhano, catalão, basco e galego. Entre os nomes confirmados estão Bernardo Atxaga, Marcos Giralt, Elvira Navarro, Elena Medel e Patricio Pron, além de Alana S. Portero, Sabina Urraca, Sara Barquinero e Luz Pichel.
O evento também visa ampliar as relações comerciais entre os mercados editoriais. O pavilhão terá uma área específica para a negociação internacional de direitos autorais, facilitando a aproximação entre editoras dos dois países. Parte da programação será expandida para sedes do Instituto Cervantes em outras cidades brasileiras.
A mostra fotográfica “Palmira Puig / Marcel Giró: Humanismo na fotografia modernista brasileira” terá um recorte no pavilhão e versão completa no Instituto Cervantes de São Paulo a partir do dia 5. A agenda inclui ainda homenagem ao escritor José Manuel Caballero Bonald no dia 6, além de concertos de Carles Margarit e Sheila Blanco.
A coordenação da participação é do Ministério da Cultura da Espanha, em parceria com a Acción Cultural Española (AC/E), o Instituto Cervantes, a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e a Federação de Grêmios de Editores da Espanha.


