Apesar da expectativa de novos cortes na taxa Selic, uma especialista em investimentos alertou que o momento exige cautela e diversificação na alocação de capital. Ela defende que a exposição à renda variável deve ser feita com proteção, devido à alta dos juros futuros e às incertezas fiscais brasileiras.
Fernanda Rocha, assessora de investimentos, afirmou que a estratégia atual deve priorizar a cautela, mesmo com a projeção de a Selic atingir 13,75% até o final do ano. Segundo a especialista, a queda da taxa básica de juros, que é o juro à vista, gerou uma alta no juro futuro, um movimento que ela considera negativo e que afeta a avaliação das empresas na bolsa.
Em relação à renda fixa, Rocha adotou postura conservadora, reduzindo a exposição a títulos prefixados e aumentando a participação de ativos pós-fixados. Ela explicou que o prefixado sofreria em um cenário de dominância fiscal. Na renda variável, a recomendação é manter exposição tanto no Brasil quanto no exterior, mas com algum mecanismo de proteção.
A analista sugeriu focar em empresas com fluxo de caixa resiliente, citando energia elétrica e saneamento como segmentos mais resistentes. Ela também alertou para a volatilidade global, mencionando tensões geopolíticas e a alta alavancagem do mercado internacional como fatores de risco.


