A especialista financeira Suze Orman aconselha pais a não serem co-signatários de empréstimos de filhos caso a instituição bancária negue o crédito ao jovem. Ela afirma que essa atitude pode comprometer o histórico de crédito do responsável, pois o inadimplemento recai sobre ele.
Orman declarou que seria um erro grave se os pais garantissem dívidas que o próprio filho não conseguiu aprovar. Segundo a especialista, se o jovem falhar no pagamento, o nome do co-signatário será afetado permanentemente no sistema de pontuação de crédito.
Um caso ilustra a recomendação: uma mãe conseguiu que o filho adquirisse um veículo e um apartamento sem sua assinatura. Ela utilizou a técnica de incluir o filho como usuário autorizado em seu cartão de crédito, mantendo-se fora de qualquer responsabilidade legal sobre o financiamento.
A especialista também abordou o uso do cadastro autorizado, explicando que, se o jovem for adicionado a um cartão com bom histórico, o score do filho pode se beneficiar. Contudo, ela avisou que o efeito é bilateral e que é preciso verificar o histórico de crédito da pessoa antes de permitir essa inclusão.
Orman esclareceu que o risco do co-signatário se divide entre o registro de crédito e a obrigação de pagamento. Ela instruiu que, se o banco já rejeitou o pedido do jovem, o co-signatário é quem absorve o risco que a instituição bancária recusou.

