Aaron Ross, criador de um modelo de vendas para empresas, defende que acelerar tarefas com inteligência artificial não trará vantagem significativa para a maioria das companhias. O autor, que participará de evento no Rio de Janeiro, acredita que a reorganização estratégica das equipes define o futuro do setor.
Ross considera que, apesar do entusiasmo com a automação, usar a tecnologia para acelerar o trabalho repetitivo não fará grande diferença se todas as empresas aplicarem a mesma solução. Ele sugere que a criação de núcleos dedicados de profissionais, focados no ciclo de vida do cliente, oferece um atendimento mais personalizado e poderoso para os negócios.
Para o autor, a transformação na área de vendas e marketing não será o desaparecimento de cargos, mas sim a eliminação de atividades tediosas e repetitivas. Tarefas básicas, que não demandam criatividade ou comunicação, são as que tendem à automação. Ele observa que modelos de prospecção, como e-mails e anúncios pagos, estão saturados.
O especialista defende que os princípios do seu modelo de ‘Receita Previsível’ permanecem válidos. Ele cita a importância de encontrar um nicho de cliente ideal e manter a especialização, embora os papéis possam mudar. Ross acredita que a IA criará mais empregos do que eliminar, pois sempre haverá necessidade de interação humana.


