O consumo de itens de segunda mão e objetos antigos cresce no Brasil. A mudança reflete uma transformação cultural onde a história de um item passa a ter valor igual à sua função prática. Especialista em antiguidades contextualiza o fenômeno como parte de uma busca por peças únicas.
A lógica de compra anterior priorizava o volume e a renovação constante, fazendo com que a durabilidade das peças fosse pouco considerada. Contudo, consumidores passaram a associar o excesso de descarte a problemas ambientais. Essa virada abriu espaço para um consumo mais seletivo, onde objetos antigos funcionam como contraponto ao descarte acelerado.
Diferente de produtos novos, um objeto antigo carrega uma narrativa. Móveis, utensílios e decorações com décadas de uso trazem marcas de uso e técnicas de fabricação antigas. Essa dimensão simbólica, segundo a especialista, impulsiona a busca por antiguidades, que revelam artesanais difíceis de replicar em série.
A ascensão de feiras e plataformas digitais mostra que o interesse deixou de ser nicho. Selecionar peças antigas exige tempo e pesquisa, o que se opõe à compra rápida do varejo tradicional. A curadoria se torna uma forma de expressão de identidade e valor para o público.


