Especialistas oferecem estratégias para facilitar viagens de pessoas com autismo, que afeta comunicação e comportamento. As recomendações incluem reservar voos sem escalas e preparar materiais de apoio para reduzir o estresse em aeroportos e durante o trajeto.
O transtorno do espectro autista afeta comunicação, aprendizado e comportamento, manifestando-se em diversos níveis. Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças, entre dois e três por cento da população norte-americana se enquadra no espectro. Para auxiliar nesses deslocamentos, especialistas sugerem planejamento antecipado e adaptação das experiências às necessidades do viajante.
Para crianças, recomenda-se criar um livro ilustrado detalhando cada etapa da viagem, incluindo avisos sobre ruídos e vibrações, conforme sugere a supervisora de avaliações psicológicas da YAI. Outra dica é montar um kit relaxante com fones de ouvido com cancelamento de ruído e brinquedos antiestresse. Karla Auker, fundadora do Neurodiversity Parent Guide, aconselha também que se utilize um cartão explicando as necessidades da criança para a tripulação.
Para todos os viajantes, é sugerido minimizar decisões de última hora e buscar apoio especializado. O CEO de uma organização recomenda que passageiros com autismo mais grave entrem em contato com a Administração de Segurança nos Transportes com 72 horas de antecedência para solicitar um especialista de apoio ao passageiro.


