A resistência masculina em buscar atendimento médico é um desafio na prevenção de doenças. Especialistas orientam que o acompanhamento médico deve ser feito em fases específicas da vida para identificar problemas precocemente e reduzir riscos.
A psicóloga Priscila Maria Gabos, do Hospital Samaritano Higienópolis, afirmou que a relutância masculina em procurar ajuda se deve a fatores culturais. Ela disse que muitos homens foram educados a acreditar que devem suportar problemas sozinhos, o que pode atrasar diagnósticos e agravar complicações.
O cuidado deve começar na infância com o pediatra, que avalia desenvolvimento, vacinação e saúde bucal. Na adolescência, o urologista deve ser consultado entre 12 e 18 anos para orientações sobre ISTs e puberdade. Entre 20 e 39 anos, o médico de família monitora riscos como obesidade e diabetes.
A partir dos 40 anos, aumentam os cuidados cardiovasculares. A partir dos 45 anos, inicia-se a discussão sobre câncer de próstata, que exige vigilância constante, combinando toque retal e exame de sangue PSA. Após os 60 anos, o foco do médico de família se volta para a prevenção de quedas e saúde cognitiva.


