O CEO da BlackRock, Larry Fink, defende que o sistema de Previdência Social dos EUA não permite a acumulação de riqueza, citando a diferença entre o rendimento dos fundos e o mercado de ações. Um plano bipartidário sugere um fundo de US$ 1,5 trilhão para complementar os recursos, mas especialistas alertam para os riscos financeiros da medida.
Em 2025, os fundos de confiança da Previdência Social renderam 2,6% ao ano, enquanto o índice S&P 500 retornou cerca de 16%, segundo a Administração da Previdência Social e a Morningstar. Fink argumenta que essa disparidade demonstra que o sistema atual não permite que os trabalhadores construam patrimônio alinhado à economia. Ele propôs um fundo de US$ 1,5 trilhão, que seria investido em uma carteira diversificada de ações e títulos, sem alterar os benefícios atuais.
A urgência do debate reside na projeção do Escritório de Orçamento do Congresso, que indica o esgotamento dos fundos em 2032, o que acionaria cortes automáticos de 20% a 23% nos benefícios. Contudo, especialistas apontam riscos. Alicia Munnell, do Centro de Pesquisa de Aposentadoria de Boston College, classificou o plano como “uma manobra financeira grande e arriscada com pouco retorno”.
Outros críticos, como Gopi Shah Goda, da Brookings Institution, advertiram que o empréstimo de US$ 1,5 trilhão pode elevar as taxas de juros ao aumentar a oferta de títulos do Tesouro. Há também questionamentos sobre o conflito de interesse, visto que a BlackRock, gestora do plano de aposentadoria federal, seria beneficiada com o fluxo de capital diversificado.


