Uma empresa planeja lançar espelhos orbitais para direcionar luz solar à Terra, mas novas pesquisas alertam que os feixes podem ofuscar o céu noturno. Paralelamente, o uso de inteligência artificial no desenvolvimento de fármacos levanta questões sobre quem deve receber o crédito pela invenção.
A Reflect Orbital pretende lançar um satélite de teste ainda este ano, que conterá um espelho de dezoito por dezoito metros. O plano futuro prevê o envio de até cinquenta mil satélites maiores, capazes de refletir luz solar sob demanda. A companhia alega que a tecnologia serve para recarregar painéis solares, auxiliar em resposta a emergências e apoiar atividades militares.
Contudo, estudos recentes indicam que esses feixes gigantes podem brilhar com a intensidade de dez mil luas cheias, espalhando luz por dezenas de quilômetros. Isso gera preocupações sobre a preservação do céu escuro, sobrevoo de aeronaves e impacto na vida selvagem.
Em outro campo, a questão da autoria científica se torna complexa com o avanço da inteligência artificial. A Insilico Medicine usou modelos computacionais para sugerir um composto para fibrose pulmonar e declarou que a molécula foi “descoberta” por IA. Entretanto, ao registrar a patente, a empresa listou cinco pessoas como inventores, omitindo a menção à inteligência artificial.
Essa divergência aponta para uma dificuldade no direito de propriedade intelectual. Mesmo quando a IA é crucial para uma descoberta, apenas seres humanos podem reivindicar o crédito por uma invenção. À medida que os modelos de IA se tornam capazes de criar designs farmacêuticos com facilidade, a definição de invenção pode se tornar mais difícil.

