A espuma tóxica retornou ao Rio Tietê na manhã desta segunda-feira, dia 17, em Salto, interior de São Paulo. O resíduo cobre grande parte do leito do rio na região do Complexo da Cachoeira, configurando um problema recorrente na cidade.
O fenômeno, que ocorreu pela última vez no final de junho, resulta da combinação de três fatores. A poluição, proveniente de esgoto doméstico e industrial não tratado da Grande São Paulo, carrega fósforo e resíduos de detergentes. A estiagem recente reduz a vazão do rio, elevando a concentração desses poluentes.
A agitação da água nas pedras funciona como um processo que gera a espuma, misturando os produtos químicos. Na última quinta-feira, dia 13, um trecho do Rio Jundiaí também apresentou o material tóxico pela primeira vez em Salto.
A administração municipal informou que monitora a situação e participa de reuniões com comitês de bacias para buscar soluções. Há recomendação para que pessoas, especialmente crianças, mantenham distância da água, pois o contato com as substâncias pode causar irritação na pele e nos olhos.


