Fatores ambientais como a estiagem e queimadas levam ouriços-cacheiros a aparecer mais em áreas urbanas no interior de São Paulo. O biólogo Thiago Godoi, secretário de Meio Ambiente de Cerqueira César, aponta que a escassez de alimento impulsiona o comportamento animal.
O ouriço-cacheiro, também chamado porco-espinho, é um mamífero roedor com hábitos noturnos. Segundo Godoi, o município já registrou entre vinte e trinta capturas desse animal em períodos anteriores. As ocorrências mais recentes foram registradas na terça-feira (18) e quarta-feira (19) do mês passado.
O especialista esclareceu que a entrada dos animais em zonas urbanas ocorre quando a estiagem aumenta, forçando-os a procurar comida. Ele informou que a equipe de resgate é acionada frequentemente nesta época do ano, calculando uma média de vinte a trinta resgates anuais na cidade, que é cercada por áreas verdes.
A aproximação dos animais silvestres com pets gera riscos, principalmente devido aos espinhos do ouriço. Godoi orientou que não se deve tentar manusear o animal. Em caso de encontro, os moradores devem acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
A médica veterinária Juliana Morika Sonoda alertou que, embora os espinhos não sejam venenosos, eles podem penetrar profundamente na pele. Ela aconselhou que tutores não tentem remover os espinhos sozinhos, especialmente se estiverem na boca, recomendando atendimento veterinário especializado para retirada segura.

