Fernando Cerimedo, estrategista argentino e antigo aliado de Javier Milei e Eduardo Bolsonaro, foi preso na terça-feira, dia 18, no Aeroporto Internacional Viru Viru, na Bolívia. A detenção ocorreu enquanto ele se preparava para voar para a Argentina. O homem é investigado no Brasil por suspeita de envolvimento em ataque a tiros contra sua ex-mulher.
Cerimedo, proprietário do canal e portal La Derecha Diario, se aproximou do grupo político Bolsonaro durante a campanha presidencial anterior. Após o segundo turno, ele fez uma transmissão ao vivo apresentando um relatório que levantava dúvidas sobre o sistema de votação eletrônico brasileiro. Essa tese foi refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e impulsionou mobilizações contra o resultado eleitoral.
A Polícia Federal indiciou Cerimedo em inquéritos que apuram tentativa de golpe de Estado. Segundo investigadores, o argentino fez parte do chamado Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral, usado para espalhar conteúdo sem base técnica e desacreditar instituições brasileiras.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu não denunciar Cerimedo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que, embora fosse comprovada a divulgação de informações infundadas pelo político, as apurações não mostraram que ele agiu com conhecimento do projeto de golpe.


