Uma pesquisa nacional realizada com oitocentos e vinte e dois pais indicou que o nível de estresse do adulto, e não o comportamento da criança, determina se ele recorrerá a telas para controlar situações difíceis.
A análise, conduzida por pesquisadores de universidades nos Estados Unidos, investigou a relação entre o estresse parental e as estratégias de uso de mídias. Foram avaliados três tipos de estresse: aquele motivado por questões pessoais do pai ou mãe, o relacionado à relação com o filho e o provocado pelo comportamento desafiador da criança.
Os resultados mostraram que pais com alto estresse decorrente de dificuldades pessoais estabeleciam menos limites de tela, independentemente do que a criança fazia. Em contrapartida, aqueles que sentiam estresse pelo temperamento ou comportamento desafiador dos filhos tinham maior chance de entregar um dispositivo eletrônico para gerenciar a situação.
O estudo validou essas descobertas mesmo após considerar o comportamento real das crianças. Os autores afirmam que o fator decisivo é o quanto o responsável sente dificuldade em lidar com o momento, e não apenas a ação da criança. A American Pediatric Association recomenda limites de tempo de tela para crianças pequenas, mas a maioria dos pais não segue essas diretrizes.
Os especialistas sugerem que as famílias criem planos de ação antecipados para o uso de mídias. Decisões tomadas em momentos de calma, como definir horários sem telas ou restringir aplicativos, ajudam a família a enfrentar rotinas estressantes.


