Um estudo da consultoria Winnin, baseado na análise de 233 mil vídeos com 6,7 bilhões de visualizações, identificou que usuários de redes sociais consomem conteúdos sobre efeitos colaterais sensíveis de medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Wegovy, com mais frequência do que produzem postagens sobre esses temas.
A pesquisa indica que o envelhecimento da pele e a perda de colágeno são os assuntos mais publicados por criadores, representando 23,3% do volume de conteúdo sobre efeitos colaterais nos últimos 12 meses. Outros temas recorrentes nas postagens incluem perda de volume facial (14,5%), preservação muscular (14,3%) e efeitos psicológicos (13,2%).
No entanto, o comportamento da audiência difere do volume de publicações. A falta de energia lidera o ranking de visualizações médias, com 77,9 mil views por conteúdo, seguida pelo mau hálito, com 60,5 mil. O envelhecimento da pele, apesar de ser o tema mais postado, ocupa apenas a terceira posição em visualizações, com média de 57,7 mil.
O engajamento também reflete essa tendência, com o mau hálito liderando as interações, com cerca de 1,5 mil por publicação. Segundo a Winnin, a diferença sugere que temas sensíveis atraem atenção significativa, mas não geram exposição pública, funcionando como uma busca por informação sem a necessidade de compartilhar vulnerabilidades.
O levantamento aponta que os emagrecedores impactam hábitos de consumo fora da saúde. Cerca de 40% das interações sobre o tema envolvem categorias como moda, beleza, finanças, turismo, alimentos e bebidas. Metade das conversas já menciona benefícios além da indicação original para doenças metabólicas e diabetes tipo 2.
Nos últimos 12 meses, houve crescimento na relevância de temas como benefícios cardiovasculares (589%), saúde mental (387%) e transtornos alimentares (375%). A consultoria avalia que os usuários passaram a enxergar os tratamentos como ferramentas para múltiplos aspectos de bem-estar, ampliando a discussão para áreas anteriormente não ligadas ao tema.


