Um estudo publicado em 2025 na revista Intelligence, assinado por Gilles Gignac e Marcin Zajenkowski, concluiu que o conjunto de capacidades para decisões complexas atinge o pico entre 55 e 60 anos. A pesquisa avaliou 16 dimensões cognitivas e de personalidade, indicando que a soma de habilidades compensa a queda de agilidade.
O raciocínio dos autores considera que algumas habilidades, como velocidade de processamento e memória de trabalho, diminuem com a idade. Contudo, outras capacidades aumentam ao longo da vida adulta, incluindo conhecimento acumulado, estabilidade emocional e raciocínio ético. Quando todas as 16 curvas são somadas, o resultado forma um platô de desempenho entre 55 e 60 anos, sendo mais relevante para decisões de alto risco do que a agilidade isolada.
No Brasil, o Spencer Stuart Board Index 2025 mapeou 118 companhias com valor de mercado superior a R$ 2,5 bilhões e registrou idade média de conselheiros de 58,5 anos. Este dado se alinha à janela de pico apontada pelos pesquisadores. A média de idade dos conselheiros mulheres é de 55,6 anos, enquanto a dos homens é de 59,2 anos.
A renovação dos conselhos mostra que os novos membros são consistentemente mais jovens que a média dos que permanecem. Isso sugere que a entrada de profissionais mais novos funciona como um freio ao envelhecimento do colegiado, trazendo competências em tecnologia e dados para as empresas.


