Um estudante japonês de 10 anos investigou se borboletas-cauda-de-andorinha asiáticas retêm memórias adquiridas antes de completar a metamorfose. Os experimentos, realizados em Kobe, mostraram que cerca de 70% das borboletas adultas evitaram um aroma específico, o que pode indicar a sobrevivência da memória.
A curiosidade do estudante, que estuda na Escola Primária Ibuki East, originou a pesquisa após ele notar que os espécimes criados em casa retornavam à mão, diferentemente dos selvagens. Partindo dessa observação, ele dedicou anos a documentar o comportamento dos insetos e a elaborar testes para avaliar a retenção de memória.
Nos testes, lagartas foram expostas ao aroma de lavanda com estímulo vibratório. Após a transformação, as borboletas adultas foram avaliadas em um labirinto tubular. Os resultados indicaram que 70% das borboletas adultas evitaram o cheiro, um dado que, se confirmado, contradiz a ideia de que o sistema nervoso dos insetos é totalmente reconstruído na pupa.
Além disso, o aluno observou que descendentes das borboletas condicionadas também apresentaram maior tendência a evitar o aroma, sugerindo herança epigenética transgeracional. Especialistas apontam que essa hipótese precisa de verificação por pesquisas independentes. O trabalho, que possui 33 páginas, foi apresentado em congressos, mas ainda aguarda publicação em revista científica revisada por pares.


