Veículos elétricos apresentam vantagens ambientais e de desempenho, mas enfrentam um risco maior de incêndio que carros a combustão. Um estudo recente aponta que, diante da reação em cadeia das baterias de lítio, a mangueira de água é o método mais viável para combater o fogo.
O fenômeno da fuga térmica, causado por reações químicas nas células das baterias, dificulta o trabalho de equipes de emergência. Pesquisadores analisaram dezoito testes de combustão, nove dos quais utilizaram diferentes táticas de supressão. O relatório, produzido pelo UL Research Institutes’ Fire Safety Research Institute, concluiu que inovações como mantas ou aditivos químicos não superam o poder de resfriamento da água.
Os autores do estudo afirmaram que aplicar grande volume de água no invólucro da bateria é um desperdício e não interrompe a fuga térmica. Contudo, o uso de água pode, inadvertidamente, causar a explosão de células que não estão em chamas, aumentando o risco de reignição.
Um caso citado foi o incêndio do Tesla Semi em dois mil e vinte e quatro, onde bombeiros isolaram uma rodovia por quinze horas, utilizando cinquenta mil galões de água para controlar a situação. Essa ocorrência representa um cenário otimista, considerando os desafios atuais.


