Estudos de especialistas defendem alterações no sistema de aposentadorias, sugerindo aumento gradual da idade mínima para 67 anos. A discussão, contudo, não se traduziu em projeto de lei nem alterou os direitos dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A sugestão de elevar o limite etário faz parte de debate mais amplo sobre a Previdência brasileira. Os estudos consideram o envelhecimento da população e o aumento das despesas previdenciárias, defendendo uma revisão das regras para as próximas décadas. Uma das propostas prevê o aumento progressivo da idade necessária para a aposentadoria até atingir 67 anos.
Enquanto nenhuma reforma for aprovada, os critérios da Reforma da Previdência de 2019 permanecem válidos. A regra geral do INSS exige 62 anos de idade para mulheres e 65 anos para homens, além do tempo mínimo de contribuição específico para cada caso.
Informações de circulação em redes sociais sobre análise do Senado para estabelecer 67 anos foram desmentidas pelo próprio órgão. O Senado afirmou que não há, atualmente, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com esse objetivo. Tais estudos servem como subsídios ao debate, mas não modificam os direitos previdenciários.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, declarou que não apoia reforma focada apenas no aumento da idade mínima. Ele defendeu que eventuais mudanças considerem renúncias previdenciárias e outras fontes de financiamento do sistema.


