Um ETF de mercados emergentes que exclui a China registrou um ganho de 38%, superando o desempenho do índice amplo de mercados emergentes. A diferença de performance se deve à concentração em países como Taiwan e Índia, que lideram setores de tecnologia e semicondutores.
O Vanguard FTSE Emerging Markets ETF (VWO) é amplamente utilizado por investidores, oferecendo exposição a mais de 6.000 empresas em economias em desenvolvimento. Contudo, a alocação da China, que representa cerca de um quinto dos ativos do fundo, tem sido um fator de peso nos retornos. Quando a economia chinesa enfrenta dificuldades, essa participação pode reduzir o desempenho geral do mercado emergente.
Em contrapartida, o iShares MSCI Emerging Markets ex China ETF (EMXC) foca em mercados fora da China, incluindo Taiwan, Índia e Coreia do Sul. A exclusão da China eleva o peso desses países, que têm impulsionado a narrativa da cadeia de suprimentos de inteligência artificial. Essa estratégia tem gerado retornos superiores recentemente, apesar de um custo operacional maior.
A decisão de investimento envolve um balanço de riscos e retornos. Enquanto o VWO permanece uma opção de baixo custo para quem deseja a exposição padrão, o EMXC oferece um foco mais direcionado em crescimento fora da China. No entanto, investidores devem considerar que, se houver uma recuperação duradoura na China, o EMXC não participará desse ganho, e o VWO historicamente apresentou maior rendimento.

