O Valkyrie Bitcoin Miners ETF (WGMI) valorizou 97% no último ano, mesmo com o Bitcoin perdendo 46% do valor no mesmo período. Essa divergência ocorre porque o fundo detém mineradoras que migraram para contratos de locação de IA, afastando-o da performance do ativo digital.
O fundo, que é um cesto de mineradoras negociadas publicamente, teve suas ações negociadas perto de 53 dólares, um aumento de 38% no ano. O Bitcoin, por sua vez, encontra-se em torno de 63 mil dólares, com queda de 28% no ano, segundo dados recentes.
Empresas como Core Scientific e IREN firmaram acordos de locação de chips de IA. A Core Scientific assinou um contrato de locação de AMD de quinze anos, com receita base contratada superior a 14 bilhões de dólares. Já a Riot Platforms adicionou um contrato de locação de vinte anos com um laboratório de IA de ponta, elevando a receita contratada para 9,8 bilhões de dólares.
Adam Sullivan, CEO da Core Scientific, declarou aos analistas que muitos chips de IA ainda precisam ser conectados. Dan Roberts, CEO da IREN, afirmou que toda a capacidade operacional da empresa está contratada. O crescimento do capital de despesas das grandes empresas de IA é o fator macro que influencia o WGMI nos próximos doze meses.
O gestor do WGMI foca em mineradoras com contratos firmados com gigantes de tecnologia. IREN, por exemplo, subiu 152% no último ano, enquanto Riot subiu 66% e Core Scientific subiu 43%. O texto alerta que o fundo não é um substituto direto para exposição ao Bitcoin, como um ETF spot.


