Os fundos de índice (ETFs) de criptomoedas negociados na B3 aceleraram em agosto, com ganhos que chegam a quase 50% no mês. O SOLH11 lidera a valorização com alta de 49,5%, seguido pelo ETHE11, com avanço de 35,3%, e pelo BITH11, com subida de 29,9%.
A movimentação recente alterou a configuração técnica dos ativos. BITH11, ETHE11 e SOLH11 romperam linhas de tendência de baixa e voltaram a negociar acima de médias móveis relevantes, o que indica um cenário favorável no médio prazo. Na última sessão, o SOLH11 subiu 13,19%, atingindo R$ 15,50, enquanto o BITH11 avançou 2,54% (R$ 93,04) e o ETHE11 subiu 0,54% (R$ 37,30).
Apesar do rali, os ativos ainda não recuperaram as perdas acumuladas em 2026. No ano, o BITH11 recua 15,17%, o ETHE11 cai 21,14% e o SOLH11 registra baixa de 18,51%. A continuidade da alta depende agora da superação de resistências importantes, embora os Índices de Força Relativa (IFR) permaneçam em região neutra, sem indicar sobrecompra generalizada.
Para o BITH11, o primeiro obstáculo técnico está em R$ 94,75. Caso supere esse nível, o ativo pode buscar R$ 119,50 e, em um movimento mais longo, a máxima histórica de R$ 153,77. No sentido oposto, a perda do suporte em R$ 79,78 enfraqueceria a reação recente.
O ETHE11 precisa superar a faixa de resistência entre R$ 38,86 e R$ 40,32 para confirmar o fortalecimento. Se romper esse intervalo, os alvos passam a ser R$ 51,55 e R$ 60,25, com objetivo final na máxima histórica de R$ 80,16. A perda de R$ 35,80 é vista como ponto de atenção.
Já o SOLH11 testa a resistência entre R$ 15,50 e R$ 16,68. A superação consistente desse patamar abriria caminho para R$ 22,32 e R$ 26,62, com alvo longo em R$ 37,46. Um retorno abaixo das médias móveis, na região de R$ 12,08 e R$ 11,44, devolveria força aos vendedores.


