Investidores mantêm 7,93 trilhões em fundos de mercado monetário, apesar da queda nos rendimentos desses ativos. A baixa das taxas de juros do Federal Reserve desde setembro de 2024 pressiona o retorno do caixa. Isso coloca os investidores entre a segurança do dinheiro rendendo menos e o risco de títulos de prazo maior.
Os títulos do Tesouro de 30 anos fecharam em 5,27% em 31 de julho, atingindo o nível mais alto desde 2007, segundo a J.P. Morgan Wealth Management. Essa situação obriga os investidores a avaliar duas opções de segurança tradicionais. O caixa paga menos, enquanto o investimento em títulos de longo prazo acarreta risco de juros e de preço.
Em julho, ETFs de títulos ultra-curtos captaram 12,8 bilhões de dólares, conforme dados da Morningstar Direct. Anteriormente, em março, esses fundos registraram um volume recorde de 24 bilhões de dólares, representando mais de 85% das entradas líquidas em títulos tributáveis. Analistas apontam que investidores buscam títulos ultra-curtos com duração muito limitada.
Fundos como o JPMorgan Ultra-Short Income ETF (JPST) possuem 40,5 bilhões de dólares em ativos líquidos e oferecem um rendimento projetado de cerca de 4,06%, segundo dados do Dividend.com em 10 de agosto de 2026. Contudo, diferentemente dos fundos de mercado monetário, que mantêm valor patrimonial estável em um dólar, os ETFs ultra-curtos podem perder principal, embora a curta duração limite danos causados por variações de juros.

