O patrimônio dos fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs) no Brasil ultrapassou R$ 120 bilhões, mais que dobrando em 18 meses. Segundo dados da B3, os fundos registraram avanço de 72% em valor custodiado nos últimos 12 meses, totalizando R$ 31,1 bilhões, com mais de 823,4 mil pessoas físicas envolvidas.
Apesar do crescimento, os ETFs ainda representam cerca de 1% da indústria de fundos nacional, enquanto nos Estados Unidos essa participação se aproxima de 35%. Danilo Gabriel, gestor de fundos indexados na XP Asset, afirmou que o mercado brasileiro segue a trajetória internacional, com o patrimônio sob gestão saltando de menos de R$ 50 bilhões para mais de R$ 120 bilhões em dois a três anos.
O sucesso dos produtos de renda fixa é notável, pois em 2026 esse segmento superou os ETFs de renda variável em patrimônio. A diversificação da oferta também aumentou drasticamente: de cerca de 30 produtos em 2020, hoje existem mais de 500, cobrindo índices e mercados nacionais e internacionais.
Para os especialistas, o próximo passo é consolidar o ETF como peça de construção de carteira, e não apenas como ativo isolado. Beatriz Batah, sócia da XP Inc e distribuição de ETFs na XP Asset, destacou que a estratégia de expansão foca na qualidade, lançando produtos como ETFs de inflação e o XFIX11, primeiro ETF imobiliário do país.

