Dois ETFs dominam a entrada de investidores americanos no mercado indiano: o iShares MSCI India ETF (INDA) e o WisdomTree India Earnings Fund (EPI). Enquanto ambos são investimentos em rupia sem hedge, eles adotam metodologias distintas para definir o valor das empresas indianas.
O INDA acompanha o Índice MSCI India, que prioriza ações de grande e médio porte com base na capitalização de mercado ajustada ao float. Isso coloca empresas como Reliance Industries, HDFC Bank e TCS no topo do fundo, apostando no crescimento das maiores companhias. O EPI, por outro lado, utiliza o Índice WisdomTree India Earnings, que seleciona apenas empresas lucrativas e as pondera pelo lucro líquido, favorecendo um perfil de valor com exposição a empresas menores e médias.
A diferença metodológica reflete-se nos resultados. Nos últimos três anos, o EPI registrou 20,28% de alta, superando os 12,24% do INDA. Em um horizonte de dez anos, o EPI retornou 131,47%, contra 90,86% do INDA. Em 2026, ambos sofreram quedas, mas o EPI teve uma performance ligeiramente melhor, caindo 9,01% no ano até a data, frente aos 9,99% do INDA.
O EPI é considerado mais robusto para a maioria dos investidores devido ao seu histórico de retornos superiores. O INDA se mantém relevante para investidores sensíveis a impostos ou aqueles que buscam uma aposta concentrada em megaempresas de grande capitalização.

