Os Estados Unidos aceitaram o pedido de consultas do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir as novas tarifas impostas. As taxas, de 25% e 12,5%, foram anunciadas pela Casa Branca sob alegações de práticas desleais e falhas na fiscalização de trabalho forçado.
O documento oficial dos EUA informou que está “à disposição” para se reunir com representantes da missão brasileira em data mutuamente conveniente. O Brasil acionou a OMC alegando que as novas taxas são discriminatórias, unilaterais e violam compromissos firmados pelos Estados Unidos na entidade internacional.
O governo brasileiro, por meio de declarações do chanceler Mauro Vieira, afirmou que o aumento tarifário possui motivação política e desconsidera os argumentos técnicos apresentados pelo país. Apesar disso, diplomatas indicam que a ação na OMC possui caráter simbólico, pois não se espera que a organização reverta a medida americana.
Apesar da percepção de que a decisão da OMC não reverterá o tarifaço, o recurso à organização marca a posição do Brasil em defesa do multilateralismo. A medida demonstra que o país busca a solução de conflitos internacionais por meio da mediação de organismos globais.


