O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou o Irã com um isolamento econômico sem precedentes. A declaração marca um endurecimento da política de Washington, que antes sinalizava um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
A escalada verbal ocorre enquanto a guerra, iniciada no fim de fevereiro com ofensivas de Israel e dos EUA contra a República Islâmica, se aproxima de seis meses. Bessent informou ao canal conservador Newsmax que a medida seria uma combinação de isolamento econômico e bloqueio físico, impedindo a entrada ou saída de mercadorias dos portos iranianos.
Em quatro de agosto, o próprio Bessent havia mencionado um possível acordo com Teerã para a passagem estratégica de combustíveis. Na ocasião, o presidente Donald Trump afirmou que havia conversas positivas e que o Irã desejava um acordo. Essa expectativa gerou alta na Bolsa de Wall Street e queda nos preços do petróleo.
O principal ponto de discórdia permanece sendo o Estreito de Ormuz, por onde transitavam vinte por cento do petróleo mundial antes do conflito. Teerã exige autorização para a navegação e pretende cobrar taxas de serviço, o que Washington recusa. Com a mudança de tática, a questão nuclear, que motivou o início da guerra segundo Trump, passou a ficar em segundo plano.
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, criticou os Estados Unidos na quinta-feira, acusando Washington de “cálculos ruins” e de um “erro de cálculo ainda mais grave sobre o Estreito de Ormuz”.


