Os Estados Unidos planejam anunciar novas tarifas para aproximadamente 60 países, incluindo o Brasil, nos próximos dias. A medida decorre de investigações abertas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais, com foco em trabalho forçado.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as novas tarifas visam substituir as sobretaxas temporárias de 10% impostas após a Suprema Corte derrubar parte das medidas no ano passado. Greer declarou que os EUA possuem leis que proíbem o comércio de bens produzidos com trabalho forçado, e que a maioria dos outros países não aplica tais leis de forma efetiva.
No caso do Brasil, os EUA avaliam impor uma sobretaxa de 12,5%, sob a acusação de que o país compra bens produzidos por outras nações com trabalho forçado. O governo brasileiro respondeu em junho apresentando leis contra trabalho escravo, ações de fiscalização e sua adesão a acordos internacionais para coibir a prática.
As ações americanas já impactaram parceiros comerciais. O Brasil foi sancionado com tarifa de 25% sobre produtos, e o Canadá recebeu uma sobretaxa adicional de 50% em resposta a tratamentos considerados discriminatórios por Washington.


