O Pentágono avalia a possível redução e reestruturação da presença militar americana no Oriente Médio após o conflito com o Irã. A análise pode mudar a estratégia de Washington na região, questionando a manutenção de grandes contingentes no Golfo Pérsico.
O Comando Central dos Estados Unidos, CENTCOM, mantém cerca de 40 mil militares em quase vinte instalações, distribuídas em uma área de aproximadamente 2.400 quilômetros, da Jordânia a Omã. Washington reforçou essa presença desde o início do ano com navios de guerra e caças, após os Estados Unidos realizarem mais de 13 mil ataques a alvos iranianos.
O conflito expôs a vulnerabilidade da estratégia. Mais de duzentas instalações americanas sofreram danos ou foram destruídas. Além disso, seis militares americanos morreram em um ataque no Kuwait em março, e quatro morreram na Jordânia no mês anterior. A defesa dessas bases exigiu o uso de mais de mil interceptadores de defesa aérea.
Uma das opções em análise é deslocar parte das forças do Golfo para posições mais a oeste, incluindo Jordânia, Israel e a costa do Mar Vermelho na Arábia Saudita. O almirante Bradley Cooper, chefe do CENTCOM, apoia a avaliação sobre o possível deslocamento. Essa mudança diminuiria a exposição, mas o Irã já demonstrou capacidade de atingir alvos distantes.
O custo financeiro da guerra é estimado pelo Pentágono em cerca de US$ 37,5 bilhões até o fim de setembro, sem contar a reconstrução das bases. O escritório de políticas do Pentágono conduz a avaliação, mas o secretário de Guerra, Pete Hegseth, ainda não determinou uma revisão formal da presença militar.

